segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Pudim Cansado


"Estás bem desgraçado."

Hoje fui tirar sangue para análises nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC prós amigos), mais especificamente no piso -2. Acho que a única satisfação em estar lá é saber que há pessoas que ainda estão 2 andares mais abaixo.
Não era história nova, por isso fui cedo. Às 8h e tal tirei a senha 79. Percebi os sinais que alguma divindade (para aqueles que acreditam) me estaria a enviar através do mostrador electrónico e do número 19 e fui dar uma volta. Quando voltei já estava no 69. Os deuses estavam do meu lado, como diria algum politeísta assumido. Chegada a minha vez dirigi-me ao balcão e prontamente recebi uma nova senha com um B. Olhando para um outro mostrador electrónico, notei que faltavam 4 pessoas para chegar à minha vez, mas mesmo assim lembrei-me de avisar que sou diabético (sim, sim, ahah, um diabético a fazer um blog chamado Pudins de Cebola...). É que dado o meu estatuto de veterano na constante batalha contra esta coisa mereço estatuto prioritário quando se trata de fazer análises, porque estar em jejum é complicado prós diabéticos e tal e coiso. Então a senhora tirou-me a senha B e deu-me outra que dizia "A" e "senha prioritária". Olhando para o mostrador reparei que agora faltavam 30 pessoas. Saí por volta das 10h30. A pessoa que ficou com a outra senha foi atendida muito antes das 10.
Para terminar, e como é regra neste blog, deixo uma última palavra neste post: Pudim.

PS: E Feliz Natal :)

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Pudim Velho

Foto tirada há já algum tempo, mas que só recentemente chegou às minhas mãos.
Portugal Air Show 2009 (se não me engano).

"F-16, em que o F vem da expressão «está tudo f...»."

Quando comerem pudim, saboreiem-no bem. Nunca se sabe se vos aparecerá à frente um pato num F-16 antes de surgir a oportunidade de papar outro.

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Pudim Amarelo

"Shake shake shake..."

Destaque para um homem amarelo com uma barriga amarela, Homer Simpson, o homem-pudim.

"Até os tubarões gostam de pudim. Só estão à espera do caramelo."

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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Pudim de Sushi

"Hmm... Tão bons... Os palitos...Mesmo saborosos."

Não.
Palavra simples. Dá para perceber praticamente tudo o que tenho a dizer apenas por essa palavra. Mas vou dizer na mesma, só para ficarmos esclarecidos. Mas antes disso vou repetir. Não.
Também repeti, na altura, a prova do petisco e o resultado também foi o mesmo. Não.

Produto japonês. Enfim, uma breve consulta na Internet revela muitos mais produtos malucos dessa malta, desde anúncios de queijo com pandas violentos a casas de banho com adereços estranhos, há de tudo. Primeira pista para não meter a língua onde não devia. Tenho que prestar mais atenção aos sinais.

Para aqueles que ainda não provaram sushi e estão tão curiosos como eu estava, posso apenas dizer que... Não. Quero dizer, força, matem a curiosidade. Eheh... 
Talvez tenha sido no sítio errado, talvez o cozinheiro tenha levado uma pancada na cabeça e esquecido metade da receita, talvez a SWAT ainda vá entrar em minha casa pela tal janela 70x30cm do meu quarto, talvez a ASAE entre pela janela 30x70cm do restaurante, talvez os japoneses até estejam a inventar coisas que fazem sentido e eu simplesmente não consigo encontrá-lo, talvez o peixe tenha sido inventado para se fazer sushi, talvez sim. Só sei que não. 

Provar aquela coisa fez-me lembrar de quando era pequeno. Oh, a nostalgia, aquele sol, aquela praia, aquela areia, aquelas ondas e pumbas! bebi um bocado de água daquela grande caldeirada a que chamam mar, onde os peixes fazem chichi. Foi disso que me lembrei. O sabor não era completamente mau, mas temos que concordar que não é aconselhado a quem tenha papilas gustativas funcionais.

Enfim, gostos são gostos e gostos não se discutem. É preciso aprender com os erros e não voltar a meter com comida semi-cozinhada. É também preciso ver as coisas pelo lado positivo, ao menos o frango era bom.

E não. Sushi, não. Viva o frango com amêndoas. E vivam os pudins de cebola.

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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Pudim Predador

Faço aqui um pequeno parênteses para aproveitar esta oportunidade de vos mostrar, quase ao vivo, um pudim no seu habitat natural a perseguir uma folha. Oh, a emoção da caçada!

"Quase... quase... quase... estás quase lá..."

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Pudim de Água

É verdade, foi o que comi hoje como sobremesa ao almoço.
Escusado será dizer que comi na secção dos pobres da cantina geral do Pólo II da Universidade de Coimbra, mas eu digo na mesma. Comi na secção dos pobres da cantina geral do Pólo II da Universidade de Coimbra. E comi pudim de água.

De facto, o pudim, como objecto físico que, enfim, existe, não é mau, mas como pudim falha imenso. Como não tinha cheiro ou sabor, diria até que foi feito para agradar a toda a gente. Toda a gente, claro, menos aqueles que gostam de pudim.

Deixem-me voltar atrás e relatar o incidente em condições.
Lá estava eu, na fila da cantina, a olhar para o meu (surpresa das surpresas) empadão, quando um dos meus neurónios de elite se lembrou que eu merecia sobremesa. Após meia-dúzia de sinapses e tal e daquelas coisas semi-pornográficas que os neurónios fazem uns aos outros (todos colados aos rabos uns dos outros), levantei o queixo para me deparar com uma (única) espécie de fatia de pudim. Prontamente me atirei a ela e fiquei com aquela cara de... bem, de quem vai comer o último pudim que havia no balcão.

Após uma aventurosa aventura pelos recantos do empadão, cheia de perigos e suspense e numerosas e frustrantes tentativas de encontrar carne, lá me dei de caras com o pudim. "Finalmente juntos" ou "encontramo-nos novamente, velho amigo" ou "o mundo não é grande suficiente pra nós dois, por isso desculpa lá, mas vou-te papar"? Não me consegui decidir, por isso atirei-me a ele enquanto o tal neurónio recebia medalhas e palmadas nas costas dos colegas e "aquela neurónia está de olho em ti, alguém vai ter festa hoje à noite". É uma pena que não se reproduzam.

Voltando à acção, depressa notei que não notava nada. Outra colherada, para ter certeza. Sim, foi isto que pus na boca ainda agora. Olho pró pudim com o mesmo olhar de dúvida com que os colegas do tal neurónio olham pro tal neurónio. Não vai haver festa pra ti, pequenino.

Não, aquilo parecia mesmo pudim, o problema só podia ser de mim, não fossem outras pessoas estarem a ter as mesmas dificuldades técnicas no que toca a estimular as papilas gustativas. Era mesmo do pudim. Quero dizer, não me levem a mal, pudim é sempre bom e vale sempre a pena. Pena que aquele só tinha o nome e o aspecto. Já percebo o porquê do roubo de identidade ser crime. Mas ele vai pagar-me a desilusão. Vingança é um prato que é melhor servido sob a forma de autoclismo.

"Ai jasus, c'orgia."

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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Simplesmente Pudim

Senti-me sinceramente culpado por enganar todas aquelas pessoas que visitaram este blog à procura de uma receita de pudim de cebola. Fui pesquisar. Não me esforcei muito e encontrei logo esta receita de pudim de leite com calda de cebola, mas não era bem o que procurava, por isso continuei a procurar. Não encontrei nenhum pudim exclusivamente de cebola, pelo que pode se concluir, para meu agrado, que este é o único que anda por aí.

Ainda assim, sentia um aperto no peito por este blog não estar directamente relacionado com pudins. Via a tristeza, oh, a decepção do público, as multidões enraivecidas, a SWAT a entrar no meu quarto pela minha (única) janela 70x30cm, pior ainda, a minha cara na capa de cada revista cor-de-rosa a dizer "Este gajo não gosta de pudim" em letras cor-de-pudim. Só consegui dormir quando adormeci. Então fui procurar blogs sobre pudins.

O primeiro que encontrei foi este tal Blog do Pudim, que após atenta análise me apercebi que não só não tem nada a ver com pudins como está relacionado com uma pessoa chamada Pudim. Sinceramente, não tem cara de pudim, quanto muito um puré mal feito (sem ofensa, eu também não sei fazer puré, pelo menos de batata). Por outro lado, devo dar os meus parabéns por ter arranjado uma maneira tão subtil de dizer... é melhor não, quero manter este blog aberto a menores de 18.

Depois encontrei um blog sobre cosméticos que simplesmente me deu vontade de chorar. Não levem a mal. Simplesmente, um ecrã preto cheio de letras rosa-choque não faz muito bem à vista, mas consegui ler "pudim engorda", o que quer dizer que se preocupam com alguma parte da nossa saúde e que não gostam de pudins. Fechei a página. Apaguei os cookies, o histórico e todo e qualquer resquício daquele blog imediatamente ao meu alcance.

Para não vos deixar tristes, aqui fica uma estreia neste blog... um pudim.

"Olha-me práquele pudim... Papava-o todo de cima a baixo."


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domingo, 5 de dezembro de 2010

Pudim de Pregos à Engole-e-Cala

"Na cabeça não!"

Sabem daqueles momentos da vida em que pedem a alguém para segurar um prego, pregam o prego e o trabalho fica bem feito e depois essa pessoa pede para lhe segurar um prego e martelam-vos o dedo?

Dói-me o dedo.

Claro que nunca se sabe se vos martelaram de propósito ou se foi sem querer, mas quando é sem querer, geralmente pede-se desculpa. De uma maneira ou de outra, dói-me o dedo. Talvez se o meter num pudim isto passe. Talvez passe mais depressa se comer o pudim (sem meter lá o dedo).
Talvez não passe. Talvez fique com o dedo feito numa batata pro resto da vida. Talvez o meta no "olho" de quem mo martelou (tomando sempre as devidas precauções). Talvez o meta na boca e chuche. Talvez faça um punho e deixe o dedo magoado de fora, se bem que não me lembro bem se foi o mata-piolhos ou o pai-de-todos.

A coisa interessante sobre a dor é o egoísmo que provoca na pessoa magoada. Depressa se adopta uma posição defensiva e se cria uma distância mesmo daqueles que querem ajudar e que não tiveram culpa nenhuma.
A coisa interessante sobre quem dá a martelada é que simplesmente não compreende o que é ter o dedo esmagado, mas vá, é simpática e diz "pronto, pronto, já passou... segura lá no prego".
A coisa interessante sobre quem está a ver é que tem uma boa oportunidade de dar uma risada.

Não há pudins que cheguem para acalmar uma alma com o dedo feito em papa.
Vou fazer um curativo.

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sábado, 4 de dezembro de 2010

Pudim de Desmotivaçao

Hoje dei por mim a rever a história da Internet. Não, não estou a falar do gajo militar que estava na retrete militar e decidiu inventar um meio de comunicação militar enquanto... fazia coisas militares, não interessa. Se alguém ficou enjoado, que pense em coisas boas. Tipo pudins.

Aquilo a que me estou a referir é toda a cultura que se desenvolveu através da Internet. Desde o gato analfabeto que pergunta "I can has cheezburger?", passando pelo famoso "2 girls 1 cup" (que vou fazer o favor de não publicar aqui, porque não tem nada a ver com pudins), pelo Leeroy Jenkins, pelo RayWilliamJohnson e sem previsão de aterragem.


Para quem achou este post altamente informativo, devo aconselhar uma espécie de blog chamado VeryDemotivational (daí o nome do post) que basicamente reúne bons e maus momentos da cultura Internetiana e os disponibiliza com uma dose de humor. 


Até mais :)

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Download de Rum (e Pudim)

"Rum? Pudim de rum?"

Interessado?
Então lamento informar que o título foi apenas para chamar a atenção.

O assunto que me trás aqui é precisamente uma notícia que recentemente li sobre o ThePirateBay (site de download por torrents). A notícia pode ser encontrada aqui (em inglês, mas se se usar o google também se encontra em português).
Basicamente, os responsáveis por um dos famosos sites de downloads foram condenados a prisão e a pagar uma quantia de dinheiro que não vão conseguir atingir (nem a vender pudins) a uma série de companhias como a Sony Music Entertainment, Warner Bros, EMI e Columbia Pictures.

Acho que ainda há pessoas que não perceberam que o que entra na Internet dificilmente sai e que download de conteúdos abrangidos por direitos de autor é coisa que não vai acabar só porque prendem meia dúzia de gatos pingados. É que mesmo depois disto tudo o site continua a funcionar (http://thepiratebay.org/) tão bem como qualquer outro site de torrents (e quem sabe do que estou a falar, sabe que são muitos).

É preciso perceber o lado dos artistas tão bem como o dos consumidores. Se eu tivesse a genialidade de produzir uma música espectacular gostaria de receber o crédito merecido (de preferência em euros), mas será que alguém consegue dar 50-60€ por um jogo, 20€ por um filme em DVD ou o que cobram hoje em dia para nos deixarem entrar no cinema e ter comida no prato?


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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O Primeiro de Muitos (Pudins)

Pudim. 
Não interessa o sabor. Simplesmente "pudim". Foi o que eu disse...
Olham para mim com cara de quem não gosta e com olhos de quem pergunta "Onde?".
Não interessa quem. Se gostam de pudim devem ser boa gente. Penso eu.
O motorista olha pelo retrovisor e praticamente todo e qualquer passageiro fica de olhos esbugalhados a olhar para vocês enquanto a sinfonia citadina pára para uma pausa até alguém deixar cair o saco das compras ou um miúdo começar a chorar. Depois volta tudo ao normal. Pessoas entram no autocarro, pessoas saem do autocarro (talvez ainda olhando de soslaio para o doido sentado ao vosso lado), pessoas ficam no autocarro, autocarro avaria, pessoas trocam de autocarro e pessoas chegam atrasadas ao trabalho, às aulas ou a qualquer outra actividade prazerosa que leve uma pessoa a levantar-se numa segunda-feira de manhã.
É mais ou menos o que acontece quando se berra "pudim" num 41 apinhado que nem lata de sardinhas.

Não estou a dizer que o tenha feito. Era apenas para começar este blog com uma certa dose de intriga e suspense. Não se pode dizer que sou doido só porque o meu blog se chama "Pudins de Cebola"... O certo é que toda a viagem começa com um passo, da mesma maneira que um blog começa com uma palavra, daí eu querer que isto começasse com uma palavra grande. Pudim. 

Não percam o próximo episódio.

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