domingo, 5 de dezembro de 2010

Pudim de Pregos à Engole-e-Cala

"Na cabeça não!"

Sabem daqueles momentos da vida em que pedem a alguém para segurar um prego, pregam o prego e o trabalho fica bem feito e depois essa pessoa pede para lhe segurar um prego e martelam-vos o dedo?

Dói-me o dedo.

Claro que nunca se sabe se vos martelaram de propósito ou se foi sem querer, mas quando é sem querer, geralmente pede-se desculpa. De uma maneira ou de outra, dói-me o dedo. Talvez se o meter num pudim isto passe. Talvez passe mais depressa se comer o pudim (sem meter lá o dedo).
Talvez não passe. Talvez fique com o dedo feito numa batata pro resto da vida. Talvez o meta no "olho" de quem mo martelou (tomando sempre as devidas precauções). Talvez o meta na boca e chuche. Talvez faça um punho e deixe o dedo magoado de fora, se bem que não me lembro bem se foi o mata-piolhos ou o pai-de-todos.

A coisa interessante sobre a dor é o egoísmo que provoca na pessoa magoada. Depressa se adopta uma posição defensiva e se cria uma distância mesmo daqueles que querem ajudar e que não tiveram culpa nenhuma.
A coisa interessante sobre quem dá a martelada é que simplesmente não compreende o que é ter o dedo esmagado, mas vá, é simpática e diz "pronto, pronto, já passou... segura lá no prego".
A coisa interessante sobre quem está a ver é que tem uma boa oportunidade de dar uma risada.

Não há pudins que cheguem para acalmar uma alma com o dedo feito em papa.
Vou fazer um curativo.

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